João Pessoa, 11 de julho de 2014 | --ºC / --ºC
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A jornalista Alessandra Torres analisou o último jogo da Seleção Brasileira e disse que os brasileiros precisam tirar ensinamentos da derrota diante dos alemães nas semi-finais da Copa do Mundo.
“Os brasileiros devem aprender, assim como uma criança aprende com um castigo bem imposto pelos pais, a absorver os ensinamentos que uma grande perda representa para encontrar as vitórias. É preciso levar muito a sério os fracassos para o crescimento da sociedade”, destacou.
Alessandra considera que um grande choque pode reerguer um país e lembrou que a própria Alemanha conseguiu se reerguer diante da perda de duas guerras mundiais.
“A vergonha não é perder a Copa em casa, não é o placar. A vergonha é não ter a humildade para reconhecer as falhas, não ter coragem para admitir o sofrimento do povo. A vergonha é não compreender que o Brasil, cinco vezes campeão, tem do futebol mundial o que os brasileiros deveriam ter de seus governantes: Respeito”, declarou.
Leia o artigo na íntegra
A derrota vergonhosa e acachapante da seleção brasileira não pode gerar apenas uma comoção temporária ou uma enxurrada de piadas em todos os meios tecnológicos. Esse fracasso deve ser um divisor de águas na busca do caminho da disciplina, do foco, do empenho, dos valores e do trabalho.
Os brasileiros devem aprender, assim como uma criança aprende com um castigo bem imposto pelos pais, a absorver os ensinamentos que uma grande perda representa para encontrar as vitórias. É preciso levar muito a sério os fracassos para o crescimento da sociedade.
Não irei me deter ao futebol apenas e simplesmente, afinal jogamos mal, fomos péssimos mesmo e, em uma partida de qualquer esporte, o melhor vence. Entretanto, escreverei sobre minha admiração de como um país pode se reerguer em todos os setores a partir de um grande choque, de imensas perdas.
A própria Alemanha viveu na carne duas grandes guerras, duas majestosas derrotas, e aqui não entrarei no mérito do país estar certo ou errado quando provocou e entrou nesses dois confrontos que abalaram o mundo. Não, o que está mais perto da minha visão é a vontade, aliada à disciplina e à educação, de um povo para se reerguer. E isso, o país germânico conseguiu, é uma potência econômica mundial, proporciona educação e saúde exemplares ao povo. Então, por que seria diferente no esporte, no futebol?
A Alemanha viveu momentos terríveis nesse esporte que também por lá, representa muito para o povo, reconheceu a necessidade de mudança, investiu, responsavelmente, dinheiro, e colhe todos os frutos desse trabalho, vivendo, até agora, uma coroação na Copa do Mundo no Brasil.
Já o nosso país o que fará a partir desse desastre esportivo? Não vejo nada demais o Brasil se orgulhar em ser o melhor no futebol. È saudável! O esporte tira muitas crianças da marginalidade, faz, muitas vezes, o trabalho do Estado, com as escolinhas de comunidades, bairros, cooperativas e clubes que contam com brasileiros abnegados de vaidade e obstinados para fazer mais por um povo sofrido e pobre. È maravilhoso sermos pentacampeões no futebol, mas até Golias foi derrubado por um menino franzino, imagine nós por uma Alemanha treinada e competente?
A vergonha não é perder a Copa em casa, não é o placar. A vergonha é não ter a humildade para reconhecer as falhas, não ter coragem para admitir o sofrimento do povo. A vergonha é não compreender que o Brasil, cinco vezes campeão, tem do futebol mundial o que os brasileiros deveriam ter de seus governantes: Respeito.
MaisPB
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